STJ rejeita novo pedido de habeas corpus da ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus investigada no 'núcleo político' do CV no AM

  • 24/03/2026
(Foto: Reprodução)
Anabela Cardoso Freitas, policial e ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus, é presa O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um novo pedido liminar de habeas corpus e manteve a prisão preventiva de Anabela Cardoso Freitas, ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante-AM). Ela é investigada por supostamente integrar o "núcleo político" do Comando Vermelho (CV) no estado. A decisão foi assinada pelo ministro Ribeiro Dantas na segunda-feira (23) e deve ser publicada na quarta (25). Anabela foi presa em fevereiro deste ano, na Operação Erga Omnes. De acordo com a investigação, o grupo é suspeito de ajudar a organização criminosa a movimentar dinheiro e facilitar a logística do tráfico de drogas. A ação também cumpriu mandados em outros estados. Nove investigados seguem foragidos. Na decisão, o ministro destacou que a concessão de liminar em habeas corpus é uma medida excepcional e só deve ocorrer quando há ilegalidade clara no ato questionado. Para ele, neste momento, não há elementos suficientes que justifiquem a concessão urgente da liberdade. "A concessão de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional, que somente pode ser deferida quando demonstrada, de modo claro e indiscutível, a ilegalidade no ato judicial impugnado", diz trecho da decisão. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O ministro também afirmou que, neste estágio inicial, não identificou os requisitos necessários para conceder a medida. O pedido foi negado e o caso seguirá para análise mais detalhada, com informações da Justiça do Amazonas e parecer do Ministério Público Federal. Segundo pedido Este é o segundo pedido negado neste mês. No dia 17 de março, o STJ já havia rejeitado um habeas corpus apresentado pela defesa. Na primeira tentativa, os advogados alegaram demora da Justiça do Amazonas em analisar o pedido de liberdade e disseram que a prisão não tinha fundamentação individualizada. Eles também pediram prisão domiciliar, afirmando que Anabela cuida de um filho com autismo severo. A Justiça do Amazonas, no entanto, manteve a prisão por entender que há risco de interferência nas investigações, destruição de provas e possibilidade de fuga. Para o tribunal, medidas alternativas não seriam suficientes neste estágio inicial do processo. Com as decisões, Anabela Cardoso Freitas segue presa enquanto o processo segue em análise na Justiça do Amazonas. LEIA TAMBÉM STF rejeita habeas corpus de ex-secretária da Aleam investigada no núcleo político do CV no Amazonas Empresário preso em operação contra o CV diz que ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus pagava viagens em dinheiro vivo Servidor do TJ, policial e ex-assessores de vereadores: veja quem são os alvos da operação para desarticular 'núcleo político do CV' no AM Prisão na operação A Operação Erga Omnes foi deflagrada em 20 de fevereiro e cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no Amazonas e em outros estados. A ação resultou na prisão de investigados e na apreensão de carros de luxo, dinheiro em espécie e documentos. Segundo a polícia, nove suspeitos seguem foragidos, incluindo o apontado como líder do grupo. De acordo com a decisão judicial, a prisão de Adriana Almeida Lima foi baseada em indícios de participação nos crimes e em provas coletadas durante a investigação. Entre os elementos citados estão a apreensão de 523 tabletes de skunk e sete fuzis, que deram origem às investigações, além de relatórios de inteligência financeira que apontam movimentação considerada atípica superior a R$ 70 milhões. A Justiça também apontou risco à ordem pública e à investigação, destacando que o grupo teria atuação interestadual e capacidade financeira e operacional significativa. Segundo as autoridades, há ainda indícios de tentativa de infiltração em estruturas do Estado para obter informações sigilosas sobre investigações. Anabela Freitas, presa na operação Erga Omnes em Manaus na sexta-feira (20). Rede Amazônica Como era o esquema Segundo a polícia, a organização criminosa movimentou cerca de R$ 70 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 9 milhões por ano desde 2018, e atuava em conjunto com traficantes do Amazonas e de outros estados. As investigações apontam que os suspeitos facilitavam a contratação de empresas de fachada nos setores de transporte e logística. Na prática, essas empresas seriam usadas para comprar drogas na Colômbia e enviá-las a Manaus. Da capital amazonense, os entorpecentes seriam distribuídos para outras unidades da federação. Os investigados devem responder por organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e violação de sigilo funcional. INFOGRÁFICO - Operação contra 'núcleo político' do CV no Amazonas [VALE ESTE] g1

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/03/24/stj-rejeita-novo-pedido-de-habeas-corpus-da-ex-chefe-de-gabinete-do-prefeito-de-manaus-investigada-no-nucleo-politico-do-cv-no-am.ghtml


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