Onça Guardião foi resgatada após perder a mãe para caça ilegal antes de conquistar recorde mundial de longevidade
06/10/2026
(Foto: Reprodução) Onça mais velha em cativeiro do Brasil comemora 25 anos com festa em zoológico em Manaus
Antes de entrar para o Guinness World Records com o recorde mundial de longevidade em cativeiro, a onça-pintada Guardião foi resgatada ainda filhote após perder a mãe, vítima da caça ilegal no Amazonas, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. O animal foi acolhido pelo Exército Brasileiro em 2001 e passou parte da vida sob os cuidados da instituição em Tabatinga, no interior do estado.
O reconhecimento internacional foi oficializado em junho deste ano, quando Guardião atingiu 25 anos e 90 dias de idade. A marca chama atenção porque a espécie costuma viver, em média, até 13 anos na natureza e cerca de 20 anos em cativeiro.
Nascido em março de 2001, Guardião foi destinado ao Parque Zoobotânico Cultural do Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria, mantido pelo Exército em Tabatinga.
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Já adulto, o felino foi transferido para o Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus, onde chegou em agosto de 2007.
Onça-pintada de zoológico no Amazonas conquista recorde mundial de longevidade em cativeiro.
Divulgação/Exército Brasileiro
Cuidados começaram ainda em Tabatinga
De acordo com o CIGS, quando chegou ao zoológico de Manaus, Guardião apresentava boa saúde e temperamento compatível com o da espécie.
Desde então, passou a ser submetido, assim como os demais animais do zoológico, a protocolos de medicina veterinária preventiva, alimentação balanceada e enriquecimento ambiental contínuo.
O acompanhamento é feito por uma equipe formada por veterinários, bióloga e tratadores. Com o avanço da idade, a rotina do felino passou a ser adaptada à fase sênior.
Segundo o CIGS, a longevidade e o aumento da expectativa de vida dos animais mantidos no zoológico são indicativos de um manejo adequado e de cuidados voltados ao bem-estar dos animais.
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Guardião viveu com outra onça
Apesar de as onças-pintadas serem animais solitários na natureza, indivíduos podem ser mantidos juntos em ambientes sob cuidados humanos, principalmente em situações relacionadas à disponibilidade de recintos e à reprodução da espécie.
Guardião viveu durante anos ao lado de outra onça-pintada, um macho chamado Amazonas. Segundo o CIGS, os dois tiveram uma convivência tranquila e se adaptaram bem um ao outro.
Amazonas morreu em 2021. Após a morte do companheiro, a equipe não observou mudanças significativas no comportamento de Guardião, que manteve sua rotina habitual.
Atualmente, o felino vive sozinho no recinto do zoológico.
Onça Guardião durante comemoração de seus 25 anos.
Paulo Roberto Santos/Rede Amazônica
Símbolo da preservação da fauna
Para o CIGS, a história de Guardião também reforça a importância da proteção da fauna e do combate ao tráfico de animais silvestres na Amazônia.
Segundo a instituição, o recorde mundial de longevidade conquistado pelo felino evidencia o papel socioambiental do Exército Brasileiro e do Zoológico do CIGS na conscientização sobre a proteção da fauna e a preservação de uma espécie vulnerável à extinção.
Onça-pintada de zoológico no Amazonas conquista recorde mundial de longevidade em cativeiro.
Divulgação/Exército Brasileiro