Empresas de fachada, apoio de servidores e acesso a informações sigilosas: como era a estrutura do CV voltada ao tráfico no AM

  • 20/02/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia Civil faz operação contra núcleo político do Comando Vermelho no Amazonas Um esquema estruturado pelo Comando Vermelho (CV), que tinha a colaboração de agentes públicos, atuava de forma organizada para trazer drogas da Colômbia e distribuir a partir do Amazonas. A rede montada pela facção contava ainda com empresas de fachada e acesso a informações sigilosas sobre investigações da polícia. As informações são da Polícia Civil do Amazonas, que deflagrou nesta sexta-feira, uma operação com 23 mandados de prisão em seis Estados. Catorze pessoas haviam sido presas até a última atualização desta reportagem, entre elas a ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus, três ex-assessores de vereadores e um servidor do Tribunal de Justiça. (veja a lista completa abaixo) 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A investigação teve início após uma apreensão de 500 tabletes de skunk e a prisão de um homem em flagrante. Na ocorrência, a polícia identificou uma estrutura de transporte da droga que contava com um carro utilitário para o transporte da droga, duas embarcações e sete fuzis. Celulares também foram apreendidos na ocasião. Durante o inquérito, a polícia descobriu uma cadeia de comando com operadores logísticos, financiadores e colaboradores que facilitavam o esquema criminoso. Eles eram divididos de maneira organizada, com tarefas delimitadas e núcleos operacionais. 💰A estimativa da polícia é que a quadrilha movimentou cerca de R$ 70 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 9 milhões por ano desde 2018. A facção tinha ainda rotas definidas para trazer a droga da Colômbia e distribuir os entorpecentes pelo país a partir do Amazonas. Para isso, empresas de fachada, nos ramos de transporte e locação, foram criadas. Elas eram usadas para ocultar a movimentação dos valores oriundos do tráfico, segundo a polícia - análises indicam incompatibilidade entre o volume financeiro movimentado capacidade econômica declarada pelos envolvidos. Além disso, a cobertura logística dessas empresas 'fantasma' maquiava o transporte das drogas, dando suporte logístico ao Comando Vermelho. Carros também eram alugados em nome de terceiros para dificultar o rastreamento pelas autoridades. Os elementos reunidos apontam, ainda, indícios de tentativas de obtenção indevida de informações sigilosas relacionadas a procedimentos criminais, com o objetivo de antecipar ações policiais e judiciais que atrapalhassem o tráfico. Operação apura organização criminosa do Comando Vermelho com núcleo político no Amazonas Lucas Macedo/g1 AM Veja a lista dos presos pela polícia no AM Izaldir Moreno Barros – servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas; Adriana Almeida Lima – ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas; Anabela Cardoso Freitas – investigadora da Polícia Civil e integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus. Foi chefe de gabinete do prefeito da capital até 2023; Alcir Queiroga Teixeira Júnior – citado na investigação como ligado a movimentações financeiras suspeitas; Josafá de Figueiredo Silva – ex-assessor parlamentar; Osimar Vieira Nascimento – policial militar; Bruno Renato Gatinho Araújo – investigado por participação no esquema. Ronilson Xisto Jordão – preso em Itacoatiara Até a última atualização desta reportagem a polícia não havia detalhado a participação de cada um dos alvos no esquema. O g1 procura a defesa dos presos na operação.

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/02/20/empresas-de-fachada-colaboracao-de-servidores-e-acesso-a-informacoes-sigilosas-como-era-a-estrutura-do-cv-voltada-ao-trafico-no-am.ghtml


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