Corpo de idoso desaparecido em naufrágio de canoa é encontrado no Rio Urubu, no interior do Amazonas
03/07/2026
(Foto: Reprodução) Corpo de Wilson Brito da Silva, de 70 anos, desaparecido após naufrágio no interior do Amazonas é encontrado
Arquivo pessoal
Após quatro dias de buscas, o corpo de Wilson Brito da Silva, de 70 anos, foi encontrado na manhã desta sexta-feira (3) no Rio Urubu, em Silves, no interior do Amazonas. Ele estava desaparecido desde a madrugada de terça-feira (30), quando uma canoa naufragou durante uma viagem entre Silves e Itacoatiara.
Segundo familiares, o corpo foi avistado por um ribeirinho que passava pelo local e, depois, levado para a sede do município, onde será sepultado.
Wilson estava em uma canoa que naufragou com outras quatro pessoas durante uma forte tempestade. O grupo saiu da comunidade São Raimundo do Vida, em Silves, com destino a São José do Piquiá, em Itacoatiara, para resolver assuntos bancários.
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No acidente, também morreram Antônia Rodrigues da Silva, de 69 anos, esposa de Wilson, e Honorina Serrão Viana, de 79 anos. Os corpos das duas foram encontrados ainda na terça-feira.
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O único sobrevivente foi Jucélio da Silva, de 43 anos, filho de Wilson e Antônia. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ele nadou por cerca de duas horas até se apoiar em uma árvore. Depois, foi avistado por ocupantes de uma pequena embarcação e resgatado.
A irmã de Jucélio, Ilciane da Silva, contou ao g1 que o irmão acompanhava os pais e a tia na viagem para Itacoatiara. Segundo ela, uma onda forte atingiu a canoa durante a travessia.
"Ele falou que a onda veio muito forte. Meu pai, minha mãe e minha tia estavam no meio da canoa. Quando a onda bateu, minha mãe e minha tia voaram do braço dele", relatou.
Ilciane relatou que a mãe chegou a dizer que todos morreriam. Jucélio tentou acalmá-la e pediu que retirasse parte das roupas para facilitar a flutuação. Depois, ajudou a mãe e a tia a se segurarem na canoa.
"Minha mãe falou que eles iam morrer. Aí ele falou: 'Mãe, não se desespera e tira sua roupa'. E a mamãe tirou a roupa dela. Quando a onda veio, ele colocou minha mãe e minha tia agarradas no banco. Quando a água cobriu ele e ele olhou para trás, não enxergou mais ninguém", disse a irmã.
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Naufrágio
A embarcação levava quatro pessoas da comunidade São Raimundo do Vida, em Silves, para a comunidade São José do Piquiá, em Itacoatiara, onde o grupo pretendia resolver questões bancárias.
Durante a viagem, a canoa afundou em meio a uma forte tempestade no Rio Urubu. Antônia Rodrigues da Silva, de 69 anos, e Honorina Serrão Viana, de 79 anos, morreram. Elas foram enterradas na manhã desta quarta-feira (1º), no Cemitério Divino Espírito Santo, em Silves.
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Arte/g1