Chuva encerra sequência de 17 dias de seca e melhora qualidade do ar em Manaus
25/09/2026
(Foto: Reprodução) Às 7h30, cinco dos 12 sensores reais monitorados pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apresentavam qualidade do ar classificada como boa.
Foto: Gato Jr./Rede Amazônica
A qualidade do ar em Manaus melhorou na manhã desta sexta-feira (25), após as chuvas que atingiram a cidade durante a noite de quinta-feira (24) e a madrugada. Às 7h30, cinco dos 12 sensores monitorados pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registravam qualidade do ar classificada como boa.
A mudança ocorreu após dois dias seguidos de fumaça cobrindo a capital e municípios da Região Metropolitana. As chuvas também interromperam uma sequência de 17 dias de tempo seco e calor. A última chuva registrada em Manaus havia ocorrido em 7 de setembro.
Nos locais com melhor qualidade do ar, o sensor instalado no Centro, na Zona Sul, registrou concentração de partículas suspensas de 22,4 µg/m³. No Tarumã, na Zona Oeste, o índice foi de 14 µg/m³. Já no bairro Zumbi dos Palmares, na Zona Leste, o registro foi de 20,8 µg/m³.
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🔎 A qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Pela escala do Selva, a classificação passa a ser considerada péssima acima de 125 µg/m³. A referência máxima utilizada pelo sistema é de 160 µg/m³.
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Outras áreas da cidade apresentavam qualidade do ar moderada. No Distrito Industrial I, na Zona Leste, a concentração de partículas chegou a 31,7 µg/m³. No bairro Compensa, na Zona Oeste, o índice era de 26,9 µg/m³.
Episódios de fumaça
A melhora da qualidade do ar ocorre após Manaus registrar o sétimo episódio de fumaça desde o início de setembro. Na quinta-feira (24), a capital amanheceu encoberta por fumaça pelo segundo dia consecutivo e registrou índices elevados de poluição em diferentes pontos da cidade.
Segundo dados do Selva, o bairro Distrito Industrial I registrou 148,2 µg/m³ de partículas suspensas no ar às 7h30 de quinta-feira. Um dia antes, na quarta-feira (23), o mesmo bairro chegou a marcar 587,9 µg/m³ por volta das 5h15, índice superior ao limite máximo da escala utilizada pelo sistema de monitoramento.
Órgãos do Governo do Amazonas informaram que a fumaça é causada pela concentração de queimadas no entorno de Manaus e em outras áreas da Amazônia. As altas temperaturas, a baixa umidade do ar e as condições atmosféricas também favorecem o acúmulo de partículas na atmosfera.
Chuvas na capital
Após 17 dias de tempo seco, chuva cai em Manaus e qualidade do ar varia de moderada a boa
Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Na quinta-feira (24), a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec) da Prefeitura de Manaus colocou o município em alerta para a possibilidade de chuvas intensas. O aviso foi enviado aos celulares da população por meio do sistema Defesa Civil Alerta (DCA), integrado pelas defesas civis municipal, estadual e federal.
Para esta sexta-feira (25), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuva e trovoadas em áreas do Amazonas. As regiões Central, Oeste e Norte do estado estão sob aviso amarelo de perigo potencial para chuvas intensas. Em Manaus, a temperatura máxima prevista é de 38°C.
Para sábado (26), a previsão indica pancadas de chuva com trovoadas isoladas nas regiões Sudoeste, Centro, Oeste e Noroeste do Amazonas.
Durante tempestades, a Defesa Civil orienta a população a evitar abrigo sob árvores, manter distância de postes e redes elétricas e redobrar a atenção ao trafegar por áreas com histórico de alagamentos.
Às 7h30 desta sexta-feira (25), a qualidade do ar em Manaus variava entre moderada e boa.
Reprodução/Selva App