Cheia no Amazonas: número de cidades em emergência sobe para 15 e mais de 133 mil pessoas são afetadas

  • 23/04/2026
(Foto: Reprodução)
Período de cheia no Amazonas Divulgação Subiu para 15 o número de municípios do Amazonas em situação de emergência por causa da cheia dos rios. O balanço foi divulgado na quarta-feira (22) pela Defesa Civil do Estado. Ao todo, cerca de 133 mil pessoas já foram afetadas pelas inundações em diferentes regiões. Outros quatro municípios estão em alerta, 31 em atenção e 12 seguem em situação de normalidade, incluindo Manaus. Guajará, no sul do estado, foi o mais recente a entrar na lista de emergência. O município teve o status reconhecido após o rio Juruá atingir 12,03 metros. Em Tonantins, o rio Solimões chegou a 15,09 metros e também colocou a cidade entre as mais afetadas. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp 🚨 Municípios em emergência: Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Itamarati, Ipixuna, Juruá, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá, Tonantins e Guajará. ⚠️ Em alerta: Amaturá, Envira, Ipixuna, Pauini e São Paulo de Olivença. 🟠 Em atenção: Alvarães, Anamã, Anori, Apuí, Barreirinha, Beruri, Boa Vista do Ramos, Borba, Caapiranga, Careiro, Careiro da Várzea, Careiro Castanho, Coari, Codajás, Fonte Boa, Humaitá, Iranduba, Japurá, Jutaí, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Aripuanã, Parintins, São Sebastião do Uatumã, Tefé, Uarini e Urucará. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a Defesa Civil, 12 municípios permanecem em condição de normalidade. Medidas adotadas Para reduzir os impactos da cheia, o governo do estado distribuiu 120 kits de purificadores do projeto Água Boa para 20 municípios, como Santa Isabel do Rio Negro, Iranduba e Itacoatiara. A ação busca garantir acesso à água potável para comunidades ribeirinhas. Na área econômica, a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) anunciou medidas emergenciais. Entre elas estão ampliação do crédito, dispensa de garantias e renegociação de dívidas, com prazos maiores e carência para início dos pagamentos. A Defesa Civil informou que o monitoramento dos rios é feito de forma contínua pelo Centro de Monitoramento e Alerta. O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais também atua na resposta à cheia. Orientações de saúde A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), por meio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), publicou uma nota técnica com orientações para o período de cheia. O documento recomenda que os municípios reforcem a vacinação, principalmente contra hepatite, tétano e raiva. Também orienta a vacinação de cães e gatos e o controle dos estoques de imunizantes. Outra medida é a distribuição de hipoclorito de sódio a 2,5% para tratamento da água, principalmente em áreas rurais. A nota também destaca a importância de monitorar a qualidade da água, identificar falhas nos sistemas de abastecimento e adotar ações rápidas em caso de contaminação.

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/04/23/cheia-no-amazonas-numero-de-cidades-em-emergencia-sobe-para-15-e-mais-de-133-mil-pessoas-sao-afetadas.ghtml


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