Cheia dos rios coloca quatro municípios em emergência e oito em alerta no Amazonas

  • 05/03/2026
(Foto: Reprodução)
No AM, cheia dos rios inunda lavouras Quatro municípios do Amazonas estão em situação de emergência devido a cheia dos rios e outros oito estão em estado de alerta, segundo dados da Defesa Civil do estado disponibilizados na quarta-feira (4). Ainda não há informações sobre a quantidade de pessoas que estão sendo afetadas pela cheia dos rios no Amazonas este ano. No estado, os rios começam o processo de cheia entre outubro e novembro, após o fim da seca. Os níveis costumam subir gradativamente até o mês de junho, quando atingem seus ápices. Dos quatro municípios em situação de emergência, três são banhados pelo Rio Juruá. Os níveis constam na atualização mais recente disponibilizada pela Defesa Civil. Veja a tabela abaixo: 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Municípios em situação de emergência pela cheia dos rios no AM Eirunepé e Boca do Acre declararam estado de emergência em 10 de fevereiro. Nove dias depois foi a vez de Itamarati, tornando-se o terceiro município na situação. Jutaí foi incluída na lista na atualização desta quarta-feira. Já entre os oito municípios em estado de alerta, quatro pertencem a calha do Rio Purus, três a calha do Rio Juruá e apenas um a do Alto Solimões. São eles: Canutama Envira Guajará Ipixuna Juruá Lábrea Tapauá Pauini Outros 18 municípios seguem em atenção, com monitoramento contínuo das equipes técnicas, e 32 permanecem em normalidade — incluindo a capital Manaus. Na quarta-feira, o Rio Negro atingiu a marca de 24,58 metros em Manaus. O nível é 30 centímetros maior do que o registrado no mesmo dia do ano passado, quando o rio estava com 24,28 metros. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil, responsável pela medição, a expectativa é de que o rio continue em processo de cheia até meados de junho. Cheia antecipa safra para produtores rurais em Manacapuru Já em Manacapuru, o nível do Baixo Rio Solimões atingiu 15,76 metros na quarta. Segundo o SGB, a marca está dentro da normalidade para o período. Apesar disso, para os produtores rurais da região de várzea, o volume atual das águas tem acelerado o ritmo da colheita. No município, a safra deste ano já começou. Agora, segundo os agricultores, o principal desafio é garantir o escoamento da produção. Produtores rurais precisam antecipar colheita por causa da cheia do Rio Solimões no AM Medidas do governo Para auxiliar os municípios durante o período da cheia dos rios, o governador Wilson Lima instaurou em fevereiro o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais para definir medidas de prevenção e apoio às famílias. Segundo Lima, a prioridade é antecipar ações de apoio humanitário e organizar a resposta antes do pico da enchente, para reduzir impactos sociais, econômicos e de saúde. “Alguns municípios já começam a decretar situação de emergência e a gente reúne o nosso comitê para se antecipar e tomar providências em áreas estratégicas, como ajuda humanitária com distribuição de cestas básicas, kits de higiene e limpeza, além do reforço na saúde, com envio de insumos para prevenir e combater doenças comuns nesse período”, destacou. LEIA TAMBÉM: Clima extremo na Amazônia já afeta 1,8 milhão de pessoas por ano e gera prejuízo bilionário, mostra pesquisa inédita Após dois anos de seca severa, AM prevê estiagem moderada Cheia do Rio Purus preocupa municípios do Sul do Amazonas Divulgação

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/03/05/cheia-dos-rios-coloca-quatro-municipios-em-emergencia-e-oito-em-alerta-no-amazonas.ghtml


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