Caso Benício: pais cobram laudo do IML quatro meses após a morte de menino em hospital de Manaus

  • 02/04/2026
(Foto: Reprodução)
Caso Benício: Perícia em celular revela negligência de médica Os pais de Benício Xavier Freitas, de 6 anos, cobraram, nesta quinta-feira (2), rapidez na conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML). O documento deve apontar a causa da morte do menino, que ocorreu em um hospital de Manaus. A família afirma que a demora aumenta o sofrimento e atrasa as investigações. Benício morreu em 23 de novembro, após receber adrenalina na veia durante atendimento hospitalar. De acordo com a investigação, a via e a dosagem prescritas não eram indicadas para o quadro clínico da criança. Após a aplicação, o menino sofreu múltiplas paradas cardíacas e não resistiu. O pai, Bruno Mello de Freitas, afirma que o laudo de necropsia, considerado essencial para o inquérito, ainda não foi concluído, quatro meses após a morte. A Polícia Civil do Amazonas pediu mais 45 dias para finalizar as investigações, prazo que também depende da análise do documento. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A defesa da família diz que a demora prejudica outras etapas do processo, como perícias independentes e pareceres técnicos. "Nós não somos médicos, não somos juristas. Somos apenas humanos, buscando respostas para a morte do nosso filho. O que pedimos é que a justiça seja feita e que os responsáveis sejam incluídos no processo. Já se passaram quatro meses e ainda não temos um resultado concreto. Isso aumenta nossa dor todos os dias", disse o pai da criança. Médica é investigada por adulteração de vídeo No dia 23 de março, a Polícia Civil do Amazonas informou que a médica Juliana Brasil Santos é investigada por encomendar e pagar pela adulteração de um vídeo para tentar justificar a prescrição de adrenalina no atendimento de Benício. Segundo a investigação, o material foi apresentado pela defesa da médica e indicava que o erro teria sido causado por uma falha no sistema do Hospital Santa Júlia. No entanto, perícias apontaram que o vídeo foi manipulado. Mensagens encontradas no celular da médica mostram que ela pediu ajuda a colegas e ofereceu dinheiro para a produção do conteúdo. Em áudios, segundo a polícia, Juliana afirma que precisava de alguém para editar o vídeo e diz que "amanhã vai chegar o vídeo pra mim, já alterado". Para os investigadores, a tentativa de fraude pode indicar dolo eventual, quando há risco assumido de causar o resultado. O caso segue em apuração no 24º Distrito Policial. As investigações também apontam que a médica negociava cosméticos por aplicativo de mensagem enquanto atendia o menino que estava em estado crítico após receber a medicação. Em nota, a defesa de Juliana Brasil afirmou que o vídeo é íntegro e foi produzido por uma pessoa de confiança em outro hospital que utiliza o mesmo sistema. Os advogados também negaram que tenha havido pagamento para a produção do material. Os pais falaram durante coletiva realizada na manhã desta quinta-feira Karla Melo/Rede Amazônica ➡️Confira o que se sabe sobre o caso Qual é o principal erro apontado pela polícia? A polícia aponta erro na prescrição e na aplicação da adrenalina por via intravenosa. O protocolo médico indicaria outra via e dosagem. A aplicação inadequada está associada à rápida piora do quadro clínico da criança. Quem são as principais investigadas? A médica Juliana Brasil, responsável pela prescrição, e a técnica de enfermagem Raiza Bentes, que aplicou a medicação, são as principais investigadas. As duas foram afastadas das atividades profissionais por decisão judicial e estão proibidas de atuar por 12 meses. Não há prisões decretadas até o momento. O que dizem os depoimentos das investigadas? Em depoimento, a médica reconheceu que errou ao prescrever adrenalina por via intravenosa e afirmou que a medicação deveria ter sido administrada por outra via. Ela disse ter se surpreendido por a equipe de enfermagem não questionar a prescrição. A defesa da médica alega que o erro ocorreu por falha no sistema de prescrição do Hospital Santa Júlia, que teria alterado automaticamente a via do medicamento durante instabilidades no dia do atendimento. A técnica de enfermagem afirmou que apenas seguiu a prescrição médica ao aplicar a adrenalina, sem diluição, e que informou a mãe da criança sobre o procedimento. Segundo ela, após a aplicação, Benício apresentou palidez, dor no peito e dificuldade para respirar. Quantas pessoas já foram ouvidas pela polícia? A Polícia Civil já ouviu mais de 20 pessoas, incluindo os pais de Benício, as investigadas, médicos, enfermeiros e representantes do hospital. O hospital é investigado? O inquérito também apura a responsabilidade do Hospital Santa Júlia quanto à estrutura, aos protocolos de segurança e a eventuais falhas no sistema de prescrição. O fundador da unidade, Édson Sarkis, prestou depoimento e afirmou que o hospital possui protocolos de segurança e dupla checagem. Segundo ele, havia enfermeira responsável pelo protocolo no plantão, mas ela não foi acionada durante o atendimento. INFOGRÁFICO: local do hospital onde Benício morreu Divulgação

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/04/02/caso-benicio-pais-cobram-laudo-do-iml-apos-4-meses-da-morte-de-menino-em-hospital-de-manaus.ghtml


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